E ai, Mozambique?!

E ai, meu povo!!!

Depois de muito tempo correndo por aqui e com acesso limitadíssimo a internet, consegui arranjar um tempo para escrever um post, tentando cumprir o que prometi, que era para ser 1 por semana. Infelizmente, devido aos problemas com internet aqui em Mozambique (vou escrever assim, em ingles e sem acentos, por causa do teclado desconfigurado), esta difícil mandar notícias para amigos, familiares e qualquer ser que se interesse por isto aqui.

Antes de continuar tenha consciência que este post vai ser longo, mas MUITO longo. Se quiser continuar siga consciente… 😛

Pois bem, acho que pra começar é mais que justo dizer que estou MUITO bem, até agora a experiência tem sido maravilhosa. Não tenho tido grandes problemas de choque cultural (entenda, GRANDES problemas não, porem sempre tem alguns pequenos), a vida aqui tem sido ao mesmo tempo corrida e tranqüila.

Antes de contar a experiência em mais detalhes, gostaria de explicar uma coisa que provavelmente vai acontecer e que todo mundo que faz intercâmbio tem que ter consciência do que ira passar. Existem estudos, realizados pelos mais renomados cientistas regionais do interior de Panambi – RS, que mostram que todo intercâmbio passa por fases. Existem diversos modelos de analise de intercâmbios, assim como as teorias de Administracão explicadas por Fayol, Taylor e outros, porém vou tentar resumí-los da seguinte maneira (que é a versão informal, para odiadores da pesquisa cientifica como eu).

O intercâmbio
As fases do intercâmbio (para 1 ano)

O intercâmbio em geral eh dividido em 3 grandes partes:

Parte 1: Excitação

É o momento que o vivente chega no lugar para onde foi e, em geral, considera tudo lindo e maravilhoso. É o momento de excitação, onde tudo é novidade, tudo é interessante e o mundo é perfeito.

Parte 2: Depressão

É o momento em que a agua bate na bunda e dai o campeão sente a pressão de estar longe. Começa o incômodo com as diferenças culturais, a saudade da família e amigos começa a bater violentamente e em geral tu começa a se perguntar: “What the fuck am i doing here?!?!?! (O que diabos eu estou fazendo aqui?!?!?!?)”

Parte 3: Estabilização

Depois de passados os 2 momentos de extremo: Excitação e Depressão, o vivente aprende a viver em um ponto de equilíbrio entre os 2 pontos e vive a estabilidade. É a parte onde tu consegue agir mais conscientemente, sem influências emocionais excessivas, vivendo a vida como se já fosse membro daquele lugar.

Meus queridos, eu não preciso dizer que isso não é uma regra? É óbvio que cada experiência de intercâmbio é completamente diferente e tem pessoas que não passam por esses 3 momentos ou vivem apenas um deles a viagem toda, ou vivem outra coisa totalmente diferente. O importante é conhecer que existem esses 3 pontos (ou outros) e se preparar para enfrentar eles, né?

Para falar a verdade eu nunca vi uma pesquisa sobre isso, mas aprendi tudo isso vivendo com intercambistas (incoming e outgoing) durante 4 anos na AIESEC. Ou seja, não levem a sério demais (como tudo nesse blog), são apenas percepções minhas que eu resolvi brincar.

Ok, mas o por que de eu ter falado isso? Por que esse meu post, a princípio é um post bem positivo. Sou novo em Moçambique, afinal cheguei faz apenas 1 semana e um dia e tive poucas experiências que pudessem literalmente me inserir na cultura e no pais. Até o meu trabalho faz eu ter um relacionamento diferente com o país, pela maneira como é conduzido todo o processo de trabalho pela empresa aqui em Moçambique. Ou seja, eu posso mudar tudo que sinto em alguns dias, semanas ou meses.

Mas como eu sempre fiz aqui, eu quero contar como estou me sentindo AGORA, quero que vocês sintam o que eu estou sentindo e pensando nesse exato momento. Se esse pensamento ou sentimento mudar eu vou falar sem problemas, mas eu quero registrar aqui os diferentes momentos e sentimentos que eu senti.

Preste atenção nisto: Em um intercâmbio nada é eterno. Nenhum sentimento, emoção ou expectativa é definitiva. Tudo é muito intenso e pode mudar rapidamente e sem aviso. Por que logo comigo vai ser diferente, am? Eu estou aproveitando meu momento bom, e se a maré mudar, vou fazer de tudo para superar.

Agora vamos falar de Moçambique e do trabalho?!

Vou comecar por trabalho, pois estou enrolando a tempos para falar sobre isso.

Eu vim para Moçambique para trabalhar na Vale (antiga Companhia Vale do Rio Doce), empresa brasileira do ramo de mineração que esta aqui para concretizar um projeto em cima da maior reserva de carvao do mundo, projeto conhecido como “Projecto Carvão Moatize”.

É um projeto gigantesco e muito desafiador. É o primeiro projeto internacional da Vale em trabalhos com mineração de carvão e um projeto de proporções inimagináveis em relação a trabalho, infra-estrutura e investimento/retorno financeiro da empresa. Neste exato momento temos em torno de 4000 pessoas trabalhando para colocar a mina em operação (entre funcionarios da Vale e terceirizados) com perspectiva de início dos trabalhos para metade de 2011.

Site02
Site oficial. Não se engane pela aparência "simplista" desta foto, isso eh bem grande para tras...
Carbomoc
Carbomoc. Onde eu trabalho diariamente... É em um lugar diferente do site principal, porém relativamente perto. RELATIVAMENTE.

Eu vim para ca para ficar 1 ano e trabalhar na area de Comunicação e Desenvolvimento Social, desempenhando tarefas de Gestão da Informação. A área é basicamente responsável por toda a parte de comunicação interna e externa e responsável pela parte de desenvolvimento social em relação aos projetos da Vale aqui em Moçambique (isso inclui processo de reassentamento de famílias da área da mina, trabalhos da fundação para desenvolvimento social e econômico da área atingida, entre outros). Tem muita coisa acontecendo aqui, existem muitas coisas sob responsabilidade desta area e consequentemente, muita informação sendo gerada. O meu trabalho é exatamente garantir que tudo isso não sera perdido.

A partir desta parte comecei a escrever de casa, ou seja, a internet finalmente voltou ao país!!!!!!!!!

A equipe com a qual vou trabalhar é ótima, o pessoal foi muito gente boa e tem facilitado muito a minha adaptação aqui. Além de varios brasileiros, trabalho com alguns Moçambicanos, o que tem me ajudado muito a me inserir na cultura de Moçambique e me explicado muito como eh o país. Só isso já está valendo a viagem. Assim que eu tiver uma foto com toda a equipe colocarei aqui.

Até agora não tive grandes responsabilidades de trabalho, já que até agora estou participando do processo de indução na empresa, fazendo exames, assinando papéis, recebendo uniformes e crachás, abrindo conta em banco, e picando de um hotel pra outro. Agora apesar de não ter tido muito trabalho da minha job ainda, estudei muito sobre o projeto e sobre o papel da área na empresa. E em uma das tardes que passaram eu pude ir com o Arão (um dos meus colegas Moçambicanos) dentro da área onde será cavada a mina e onde moram algumas famílias que estão para ser reassentadas. Eu garanto para vocês que foi a coisas mais emocionante que pude presenciar aqui em Moçambique. Ir lá e conhecer aquelas pessoas que moram em vilas isoladas no meio do nada foi algo realmente valioso. Sabe reportagens do Discovery Channel? Pois é, igual!

Vilas
Inacreditável de ver isto pessoalmente. Esta era a casa do líder espiritual da aldeia, tambem chamado de Régulo.
Crianças
Crianças que moravam em uma das vilas visitadas e que serão reassentadas no futuro. Com uma humildade e respeito único.
Crianças
Tive que ter o meu registro com eles também. Detalhe para eu e o uniforme da empresa. 😛
Comum
Cenas comuns de ver por lá...
Hitachi
Máquinas "comuns" de encontrar por lá. Para se ter uma idéia do tamanho, uma Hilux tem a altura na metade da esteira desta máquina.
Reunião
Grupo de mulheres de uma das vilas reuniadas a conversar abaixo de um Embondeiro.

Falando em hotéis, eu me estabeleci no Hotel Smart, e ele provavelmente será a minha casa por muito tempo. Antes disso morei em um hotel chamado Iglu, que não por acaso, tem todos os quartos em formato de Iglus (como dos Esquimós). Foi engraçado ir para esse local, por que ele fica em um região um pouco excluida da cidade de Tete, e inclusive uma região considerada mais pobre da cidade. Ou seja, Tete é uma cidade pobre como um todo, dai tu vai para um lugar onde é o mais pobre da cidade, já dá pra imaginar ocmo era o lugar né? Quando o onibus tava nos levando para lá, cheguei a realmente ficar com medo, pensando que ia morar em barracas de madeira (por que era só o que tinha em volta). Mas para minha surpresa o lugar era lindo. Ou seja, contraste absurdo entre pobreza e riqueza.

Estrada
Estrada que dava no hotel Iglu. Parece que tu vai ir morar onde?
Casas
Casas na região do Hotel Iglu em Tete.
Paisagem
Apesar de tudo, a paisagem perto do Hotel Iglu era lindissima!

Foi bom morar no hotel, ele era bem novinho, o atendimento era bom e os quartos ótimos. Porém ele era muito longe da cidade, por isso pedimos para quando surgisse uma vaga em algum do centro, a gente fosse realocado. E logo surgiu vagas no Smart Hotel e agora estamos morando aqui, em um hotel bem centralizado e equipado até com piscina heim?! Am am am?!?!? Que acharam?!

Mesmo assim morar em um hotel é ruim, nada melhor que uma casa. O pessoal da empresa que fica muito tempo aqui em geral se muda para casas, principalmente os que vem com familia, pois cansa a vida de viver em um quarto só, sem tudo que tu quiser.

Quarto
Home sweet home. That is mine! Hotel Smart
Piscina
Piscininha TOP como diria um amigo meu. Para um lugar onde no inverno faz 29 graus, vai ser bem útil, né?

Agora mudando para o lado pessoal e o país.

Moçambique é um país lindo. Lindo em paisagens, lindo em pessoas e lindo em cultura. Independente do que aconteça daqui para frente no meu intercâmbio, isso não vai mudar.

As paisagens vão continuar lindas, pois estão ali. Aquelas praias maravilhosas, aqueles morros e árvores (em especial o Embondeiro – também chamada de Baobá) que parecem pintadas em um quadro (de arte obscura) na paisagem por todos os lados.

Embondeiro01
Embondeiros. Os povos da região consideram essas arvores sagradas. Acreditam que elas guardam os espíritos de ancestrais. Levando em conta o aspecto sombrio da arvore, faz todo sentido.
Embondeiro02
Elas estão por toda a parte e só são cortadas ou tiradas de seus lugares se realmente for necessário no processo de reassentamento e mineracao.
Embondeiro03
Lindas na paisagem.

As pessoas também são muito bonitas, tem um sorriso sempre simpático e tímido, porém verdadeiro e em geral possuem corpos magros ou esbeltos, de pele bem escura e brilhosa. É interessante entender como a colonização causa um impacto grande no estilo de vida e comportamento dos povos.

A cultura é bonita e confusa ao mesmo tempo. São tantos dialetos, línguas e origens diferentes que fica difícil escrever aqui. Eu tenho que agradecer que estou trabalhando em uma área da empresa que me permitiu conhecer alguns povos nativos de zonas rurais aqui de Tete, e foi realmente muito emocionante conhecer isto. Ver pessoas morando em áreas sem energia elétrica, com uma penca de crianças e uma humildade de dar inveja a qualquer monge budista, foi um dos momentos mais legais que vivi até agora.

A população em geral é MUITO receptiva a outros povos, em especial brasileiros. Até agora eu não ouvi falar de nenhum caso de problemas entre algum estrangeiro (em especial brasileiro) e um nativo. Muitos dos que vivem aqui as vezes nem são Moçambicanos, as vezes vieram de países vizinhos como Malawi, Zimbabwe e outros, e falam apenas inglês ou dialetos regionais. Mas em geral, eles te tratam muito bem e tentam lhe ajudar a resolver o seu problema, mesmo que isso as vezes seja na velocidade deles, o que em geral é bem diferente ao que o povo brasileiro está acostumado.

Como eu falei acima, existe coisas da cultura e modos da população que vieram da colonização portuguesa deles. Uma das mais marcantes é a impossibilidade de ver algum Moçambicano dizer “não” para pessoas brancas. Devido a colonização rígida e em geral violenta dos Portugueses (como o Brasil e os nossos índios sabem muito bem) a população criou um impedimento em dizer não para pessoas brancas. Por exemplo, se você pedir algo para algum Moçambicano em um Bar/Restaurante, em geral, eles vão responder “Si Si”, mesmo que aquilo não exista. É automatico. Depois eles dão um jeito de informar que não há, mas no primeiro momento é sempre Si Si. Alguns Brasileiros até brincam com isso às vezes, pois é sempre Si Si… eheheheh Então esse relacionamento entre os brancos e negros mostra muito sobre o impacto da colonização e que infelizmente mostra a diferença social violenta que ainda tem no país entre os 2 gêneros.

Mas acho que a coisa mais marcante em relação a diferença cultural é o problema com as “bichas”. Bichas aqui são as filas. Não existe fila aqui em Moçambique, simplesmente as pessoas chegam e se amontuam e seja o que deus (ou qualquer outra entidade) quiser. No transito é realmente IRRITANTE. Tu vê muitas vezes médicos, empresários e outras pessoas de uma grau intelectual bem avançado, furando filas, não dando bola para nada em relação a isto. Isso com certeza é algo que irrita muito os brasileiros que estão aqui e geralmente quando há brasileiros em filas com Moçambicanos, alguém acaba ficando de mal humor.

Bichas
"Bichas". Famosas filas aqui em Moçambique, onde ordem parece uma palavra proibida. Ai na foto até esta organizado por que estava parada 😛 Todos os dias vejo essa mesma cena.

É claro que isso não é generalizado, mas é algo bem marcante na população de baixa renda e sem muito acesso a educação e estudo. Eu vivo e convivo com varios Moçambicanos no ambiente de trabalho e muitos deles são tão high-performance quantos alguns brasileiros ou estrangeiros que trabalham aqui. Como sempre digo, nunca da para generalizar né?

Quando eu cheguei em Maputo (a capital de Moçambique) eu fui recebido pelo pessoal da AIESEC em Moçambique e foi muito legal. Todos me ajudaram muito e foram todos muito receptivos. Além de conhecer o time do MC (Time nacional da AIESEC Moçambique) tive o prazer de conhecer alguns membros de comites locais da AIESEC daqui. Um deles, o Hussein, já foi responsável por uma imersão cultural minha no país de uma tarde e foi muito interessante.

É claro, como minha amiga Julia Conterno diz, Moçambique é a nova Paris. Tem varios brasileiros aqui e foi muito legal ver todos eles. Aqui revi a Lilian Bilinski (Polaca), o Jorgera, a Ligia, o Edgard e a Bruna (minha fiel companheira aqui de Tete e Vale).

Maputo
Pessoal da AIESEC em Maputo. Obrigado a todos por tudo, foi ótimo estar ai!

Lá em Maputo, tive também meu primeiro choque de visão. Ver um policial na rua segurando uma AK-47 foi um pouco assustador para mim, até por que no Brasil só se ouve falar de traficantes usando essas armas, então na hora se torna um pouco assustador. Mas aqui é normal e até explicável devido aos resquícios da guerra civil que durou até 1995. A AK-47 inclusive está na Bandeira de Moçambique.

MaputoSt
Ruas em Maputo. Comprar essa frutas é um ótimo negócio, dizem que estão sempre fresquinhas.
Praça
Uma praça em Maputo.
Maputo
Ruas de Maputo. Não, eu não estou me achando bonito nestas fotos, mas depois ficam reclamando que eu não apareço nas fotos... :/
A famosa bandeira de Moçambique. Atenção nos detalhes!

Aqui em Tete é bem diferente de Maputo. Maputo é uma metrópole, é uma cidade que por mais que tenha uma infra-estrutura fraca, é uma capital com muitas coisas para fazer. Aqui em Tete é complicado. É uma cidade com uma infra-estrutura FRAQUÍSSIMA, realmente quase nada. Nem mercado mesmo se tem, apenas armazens ou se pode comprar as coisas, alguns restaurantes para jantar a noite (já que almoço e café é na empresa), etc. Existe uma ponte que liga Tete (onde moramos) a Moatize (onde é a Vale) e essa ponte está em manutenção. Dai tem uns portugueses arrumando e é uma DEMORA e uma FUNÇÃO todos os dias.

Basicamente, todos os dias os onibus da empresa passam nos hóteis para pegar os funcionários (pq em geral o pessoal mora em hotel). Dai vão para uma fila, onde esperam a ponte abrir. A explicação é o seguinte: A Ponte abre as 7:30 da manhã e fica aberta até as 22h30min. Nesse período ela fica revesando entre os 2 sentidos, 1/2 hora para cada sentido. Só que vocês lembram o que eu falei das filas ou “Bichas”? Ninguem respeita a P**** da fila e dai ao invés de todo mundo passar ordenadamente, é UMA ZONA ABSURDA. Ou seja, devido a zona, muitas vezes a gente fica preso, não passa na primeira 1/2 hora e tem que esperar os 30 minutos seguintes parado, pra passar na segunda 1/2 hora.

Resumindo, as vezes ficamos 1h15min só na fila esperando, fora o tempo que esperamos para ela abrir (em torno de 30 min também) e o tempo que levamos daqui até lá (mais uns 30 min). Façam as contas… Meu dia é basicamente 4 horas (2h de dia e 2h de volta) dentro de um onibus, esperando… Fino né?

Ponte01
A ponte que passa sobre o Rio Zambezi e que está em manutenção.
Ponte02
Pessoal atravessando a ponte a pé. Cena muito comum e onde tu pode ver de tudo.

Aqui em Tete meus grandes companheiros são o pessoal da empresa mesmo, em especial a Bruna Besse (uma paulista que veio para trabalhar com Planejamento Financeiro na área de Engenharia e Manutenção) e o Gilberto (que trabalha com Planejamento financeiro de RH) – Não por acaso, ambos também trainees pela AIESEC aqui na Vale. O Gilberto (Gibba) já está aqui desde de Fevereiro e tem ajudado muito a gente em toda a adaptação e principalmente nos procedimentos legais na empresa e na cidade. Isso tá fazendo uma diferença que vocês não tem noção. Ele foi o cara que sofreu pra gente não precisar sofrer ahahhha.

Fora eles é claro, tem todo pessoal da outras áreas que tem dado uma grande ajuda, que se eu listar agora vai ser injusto pq eu sou terrível decorando os nomes. ahahahh Ao decorrer do tempo o pessoal vai aparecendo aqui.

Tere
Teresa, Eu e Bruna. No dia em que a Tere (uma das moçambicanas com a qual trabalho) estava nos mostrando a cidade. Rio Zambezi ao fundo.
Bruna
Bruna. Figura que chegou comigo aqui para trabalhar. O bom é que já veio Xucra de fábrica.
Grazi
Gibba (vermelho), Jorge (Branco) e Grazi. Sim! A Grazi (Gazelinha) é o animal de estimação dos seres da foto. E claro, na África até os animais de estimação são diferentes!!!

Esse último fim de semana que teve, fui em uma balada aqui em Tete e foi bem interessante. O lugar era bem simples, mas foi bem divertido. O legal foi ver o pessoal dançando. Mulherada manda muito bem na pista de dança. São muito sexys dançando, aquele tipo de coisa que dá medo no cara de perna dura que nem eu eahuaehuhuaeauhehue PERNA DURA, Ok?

Gente, eu poderia escrever MUITO mais coisa para vocês, mas o post já está longo demais e duvido que metade dos que começou a ler, chegou até aqui lendo tudo. Agora vou separar as fotos que vou colocar aqui e ir deitar, pois amanhã, 6hs da manhã, estarei de pé novamente para trabalhar.

Agora com internet em casa poderei manter contato com todos. Sinto muito a saudade de todos e agradeço muito aos que foram me dizer tchau em Porto Alegre, no Aeroporto. Vocês estão guardados no fundo do meu coração e estão aqui comigo.

Ultimo choppinho em POA. Gui, Nilton, Pablo, Alvinho, Portella, Eu. Valeu galera.
POA
Aeroporto de POA. Irmãos
POA-2
Aeroporto de POA - Família
SP
Aeroporto de SP - Fabinho, Pablito, Eu, Titi e Luisa. Obrigado pessoal!!!!

Ah, queria só mostrar 2 presentes que ganhei que trouxe comigo e estão aqui me fazendo companhia todos os dias. Aos que me deram eles, Muito obrigado pela lembrança.

God
Proteção.
Jorge
Apresento-lhes: Jorge

Até a próxima!!!

Tiago

ps1: Demorei mais de 4 horas para finalizar esse post, nunca pensei que manter um blog fosse dar tanto trabalho.

ps2: Escrevi esse post e nem tive coragem de revisar, ou seja, se tiver erros, nem deem bola. São 15 para as 2 da manhã aqui e as 6h eu tenho que estar de pé!!!

ps3: Escrever posts assim dá uma saudade de tudo e todos. 🙂

ps4: Dia 28/07/10 fiz uma revisao rapida por cima do texto e vi que algumas frases tinham ficado sem sentido. Agora acho que algumas coisas estao mais claras. Queria ter arrumado os acentos, mas o teclado ainda tah horrivel.

ps5: Pronto, dia 1/08 eu revisei tudo e ajustei os erros de português. Eita post que deu trabalho, tá louco.

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12 comentários sobre “E ai, Mozambique?!

  1. Oi Tiago… acho o máximo essa ‘coragem’ de ir viver num país desconhecido e conhecer uma nova cultura!
    Adoro esse tipo de blog e to acompanhando o teu…. li até o final!!!!!! hehehe
    Boa sorte aí… Ciça (irmã da Lu)
    Bjo

  2. Tcheeee! Que que eu vou te dizer?
    Experiência vai ser muito massa aí! E que fotos, hein? Credo, lindo demais!
    Vale a pena gastar tempo para informar os amigos, continua com o blog, hein?
    Eu devia estar naquela foto do aeroporto! Pablito mandou meu presente?!
    Saudade de ti!
    Beijão!

  3. E ai brother, cara muito massa essa experiência que você está tendo, chega a coçar a mão pra pegar uma mochila e coçar o pé pra colocar ele na estrada.

    Véio, muito massa, abraço. (eu li tudo, rá)

  4. Xucrão!!

    Bom demais saber que vc tá valorizando cada detalhe e mergulhando fundo em Moçamba 😉
    Logo chego aí pra gente tocar o terror!!

    E nada de Lilian Bilinski no blog, porra, que formalidade é essa? 😛

  5. Cara!!! Recem acordei, mas só queria fazer uns comentarios rápidos! Eu tenho andado um monte no interiorzão do nordeste, (tipo uns 1970km na semana passada de carro…) E assim, ta CHEIOO de casas tipo “lider de aldeia” idênticas a essas de barro que tu mostrou… assim como uma paisagem seca MUITO parecida, pra não dizer igual, vou até te mandar. E quanto as AK47, os PM’s aqui no Rio usam na rua tambem, só não sei se a marca delas é a mesma!!! Compartilhei teus choques culturais! HAHAHAHA

    Abração!

  6. Xucrão!
    Eu ADORO post grande com registro fotográfico!!!! Assim fica muito mais fácil de imaginar e compartilhar essa experiência contigo! Dá trabalho, mas é sempre muito bom escrever post! Nem que seja pra depois ficar como registro pra você!
    Tudo de melhor!
    Beijos

  7. bah tiago.. que massa 🙂

    to bem feliz por ti e pela tua entrega ao país!
    certamente mereceu um post desse tamanho pra nos manter informados do teu X 😀

    as fotos, nem se fala! LINDAS!

    um beijo grande, continuarei acompanhando sempre teu blog :*

  8. Fala colega de trabalho!!!!
    Muito legal seu post, já deu para dar uma boa ideia como são as coisas por ai!!!!! Mas achei muito interessante, pois é nitido que se tem muita coisa para fazer e inclusive ajudar a população daí!!!
    Cara te desejo muito sucesso, felicidade e força!!!!!
    Imagino que não seja facil, mas lá na frente voc~e vai ver que vale a pena!!!!!
    Grande Abraço!!!!!!

  9. Ufa, terminei….

    Post longo, mas muito bom e fácil de ler!! 😀

    Saudade de ti mano véio!
    Continua nos mandando fotos e notícias!
    Te amo!
    Abraço!

  10. Engraçado..estava a procura de uma imagem com a bandeira de moz…e engraçado, abri este blog, que por acaso tem uma imagem da bandeira…dei de caras com descrições que me eram familiares, e identifiquei-me com muitas…..(confesso que não li tudo, hehe)….o engraçado é que todos esses lugares estão aqui perto de mim……também estou a trabalhar em Tete há uns 8 meses e vivo cá deste lado da ponte (cidade de Tete) só não estou no Smart Naira, hehehe…..mas sou Moçambicana…..Bom, sucesso e espero que corra tudo bem nessa nova fase da sua vida. 🙂

    Sária

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