Índia – Nova Déli #1

Ueba!!! Mas que tal?!?

Então, agora vou começar a escrever sobre uma série de lugares que comporam a nossa viagem de fim de ano, que transcorreu pela Índia, Tailândia e Emirados Árabes Unidos. Pensei em varias maneiras de escrever, e cheguei a conclusão que será melhor falar por cidade que visitei… Então para começar, vamos para a Índia, em Nova Déli.

Flag_of_India.svg

Cara, Índia é doida. Não é por acaso que todo mundo chama de “Crazy India” (Índia maluca). Crazy, VERY crazy Índia. E entenda, isso não é uma crítica, é por que simplesmente é. Mas tem outro ponto: India é MUITO bela. Então além de Maluca, ela é belíssima.

Tudo na Índia é frenético, o povo, as pontos turísticos, o tráfego, as bicicletas, os tuk tuks, os carros, as buzinas, a comida, as pimentas, a sujeira, a aglomeração de pessoas e por aí vai. Demora um pouco pra gente se acostumar em como tudo é… Se tu vive numa paz interior, pelo menos longe das mesquitas e pontos de paz, tudo vai te fazer ficar ligadão.

Quando começamos a planejar essa viagem, eu tava realmente preocupado com a Índia, pois eu queria tirar o máximo possível do país, principalmente dos pontos túristicos. Sempre achei tudo muito lindo e queria conhecer tudo, mas falhei em me preparar para alguns pontos culturais e logísticos da viagem. Na verdade eu acha que morar em Moçambique tinha me preparado muito bem para visitar a Índia, mas apesar de alguns pontos em comum, a Índia é muito diferente de Moçambique. Muito mais aglomerada, muito mais frenética e muito mais doida.

Nosso avião chegou desceu na Índia em Nova Déli, capital da Índia. Quando chegamos tivemos uma visão muito triste, que foi uma neblina FDP que pairou sobre a cidade durante toda a nossa estadia… Nada demais, mas que atrapalhou um pouco a beleza das nossas fotos…

map_of_india

Como sempre, vamos a um pouquinho de história pela Wikipedia:

Índia, oficialmente República da Índia, (em hindi: भारत गणराज्य, Bhārat Gaṇarājya), é um país da Ásia Meridional. É osegundo país mais populososétimo maior em área geográfica e a democracia mais populosa do mundo. Delimitada ao sul pelo Oceano Índico, pelo mar da Arábia a oeste e pela Baía de Bengala a leste, a Índia tem uma costa com 7 517 km de extensão.8 O país faz fronteira com Paquistão a oeste;nota 1 República Popular da ChinaNepal e Butãoao norte e Bangladesh e Mianmar a leste. Os países insulares do Oceano Índico — Sri Lanka e Maldivas — estão localizados bem próximo da Índia.

Lar da Civilização do Vale do Indo, de rotas comerciais históricas e de vastos impérios, o subcontinente indiano é identificado por sua riqueza comercial e cultural de grande parte da sua longa história.9 Quatro grandes religiões —hinduísmobudismojainismo e sikhismo — originaram-se no país, enquanto o zoroastrismo, o judaísmo, ocristianismo e o islamismo chegaram no primeiro milênio d.C. e moldaram a diversidade cultural da região. Anexada gradualmente pela Companhia Britânica das Índias Orientais no início do século XVIII e colonizada pelo Império Britânico a partir de meados do século XIX, a Índia tornou-se uma nação independente em 1947, após uma luta social pela independência que foi marcada pela extensão da resistência não violenta.

A Índia é uma república composta por 28 estados e sete territórios da união com um sistema de democracia parlamentar. O país é a décima maior economia do mundo em Produto Interno Bruto (PIB) nominal, bem como aterceira maior do mundo em PIB medido em Paridade de Poder de Compra. As reformas econômicas feitas desde 1991 transformaram o país em uma das economias de mais rápido crescimento do mundo;11 no entanto, a Índia ainda sofre com altos níveis de pobreza,12 analfabetismodoenças e desnutrição. Uma sociedade pluralista,multilíngue e multiétnica, a Índia também é o lar de uma grande diversidade de animais selvagens e de habitatsprotegidos.

Das coisas acima, com certeza algumas chamam mais atenção aos olhos quando se está na India : Tamanho do pais, quantidade de pessoas, religiões e diversidade. Tudo lá tá misturado, e existe uma ordem no meio do caos impressionante. O que mais me impressionou na Índia foi realmente como a história a transformou em um país de riqueza e diversidade cultural gigante. O respeito que o país demonstra pelas diferenças é de se orgulhar e eu acho que nunca vi tantas coisas diferentes vivendo e acontecendo junto em uma forma tão coesa na minha vida. A Índia se orgulha de viver e celebrar a diversidade diariamente e isso é MUITO legal.

Em Delhi, ficamos hospedados no hotel “The Ashtan Sarovar Hotel” localizado no bairro de Green Park. Inclusive, o hotel fica na frente de uma estação de metro chamada “Green Park”, o que é muito interessante para quem pretende perambular pela cidade em busca dos pontos turísticos. Os quais são muitos, diga-se por passagem… Eu escolhi alguns para visitar: Portão da Índia (India Gate), Forte Vermelho (Red Fort), Jama Masjid (Mesquita), Templo de Akshardham e as ruínas de Qutab Minar.

Importante frisar aqui, para quem vai se locomover por metro as seguintes coisas:

1) O metro de Déli é SEMPRE cheio, mas nos horários de pico é sobrecarregado. Mas assim, sobrecarregado a ponto de ser impossível coçar o nariz quando dentro dele. Por isso, se não quiser se estressar, evite pegar o metro nos horários de pico 7h30 as 9h da manhã e 17h30 as 19h a tarde.

2) Se você for uma mulher ou estiver acompanhado de uma, lembre-se que em todos metros da Índia, os primeiros vagões são destinados as mulheres, por isso, recomendo fortemente que a mulher vá sempre lá e o marido fico no próximo vagão do trem, é muito mais tranquilo para elas pois os Indianos podem ser passadinhos no furduncio do metro.

3) Se for usar bastante, por varios dias, compre o ticket de metro e carregue com uns 200 rupis para não precisar ficar comprando tickets toda a hora.

Chegamos no hotel já era quase noite, e logo pegamos o metro para irmos nos encontrar com um amigo que mora em Nova Déli, e que iria nos acompanhar até o India Gate e depois iriamos jantar juntos (já acompanhados de sua namorada). Nisso pegamos o metro no horário de pico, 18h30… E foi exatamente por isso que escrevi todas as dicas acima.

PORTÃO DA ÍNDIA (INDIA GATE)

O Portão da Índia é um monumento em homenagem aos soldados que lutarem pelas guerras (Segunda Guerra Mundial e Guerra dos Afegãs). Infelizmente, eu decidi ir lá a noite, pois pelo que eu havia visto em fotos, ele era mais bonito de ser visto a noite, porém, para o meu azar, eles fecham o portão a noite e tu só consegue ter uma visão distante dele. Não me perguntem por que, pois não entendo muito dessas coisas.

O monumento tem 42 metros de altura e fica em confluência de diversas ruas importante, que com certeza, indicam que durante o dia, enquanto a área está aberta, o trânsito deve ser um CAOS ali. ehhehehe

Essa foi a melhor visão que tivemos do India Gate
Essa foi a melhor visão que tivemos do India Gate

O que o Leonardo me contou, é que de perto, uma das coisas interessantes do monumento é que existe o nome de muitos soldados (85 mil) estão gravados nas paredes deste “Arco do triunfo”. Também é neste monumento que encontra-se o túmulo do soldado desconhecido, com uma chama eterna, que está ali exatamente para honrar os outros soldados desconhecidos que participaram e morreram nas guerras.

E o primeiro registro turístico da viagem... eheh
E o primeiro registro turístico da viagem… eheh

Depois dessa visita “fracassada” a esse pontos, demos uma volta com o Leo e fomos em direção ao restaurante que iamos jantar. Nisso deu pra notar que Déli tem MUITA coisa a ser vista e também deu pra notar muito o nível de desenvolvimento da cidade. Durante toda a minha estadia na Índia, nunca pude deixar de fazer comparações entre a India e Moçambique… Os países tem muitas semelhanças em todas caracteristicas que listei antes, porém, os 2 países se diferem demais em 1 ponto: Infra-estrutura. Déli e outras grandes cidades de Índia tem uma infra-estrutura urbana muito boa comparada a qualquer país da África Austral (até mesmo a África do Sul).

Jantamos no restaurante XXX (já que eu não sei qual era o nome), onde começamos a nossa experiência com comidas indianas e suas pimentas. Logo deu pra notar que não tinha jeito, a pimenta ia nos perseguir pela India inteira. Mesmo assim, eu gostei da comida indiana… O que eu gosto é que muita da comida deles tem muitos vegetais, o que eu acho ótimo. O complicado é que enquanto tu não tá acostumado com a pimenta e o molho curry, fica dificil sentir gostos diferentes em diferentes pratos. Tudo parece ter o mesmo gosto (pimenta e curry).

Nós com o Leonardo e a Ana Paula, que foram nossos "guias" por uma noite. Valeu!!
Nós com o Leonardo e a Ana Paula, que foram nossos “guias” por uma noite. Valeu!!
Na saída, encontramos essa figura, que era como se fosse o "porteiro" do restaurante. Notem a alegria dele em tirar fotos com estas duas mulheres... :P
Na saída, encontramos essa figura, que era como se fosse o “porteiro” do restaurante. Notem a alegria dele em tirar fotos com estas duas mulheres… 😛

Infelizmente essa foi a única noite que pude compartilhar com o Leo e a Ana, já que no dia seguinte eles estavam embarcando para o Tibet.

No dia seguinte embarcamos, sozinhos, para visitar mais alguns lugares….

FORTE VERMELHO (RED FORT)

O forte vermelho foi o primeiro de varios fortes que visitei na Índia, e admito que na verdade, foi um dos menos interessantes. Perdendo de longe para o Forte de Agra e também para os fortes de Kumbalgarh e Chittorgarh, no Rajastão. Porém, é um dos pontos de visita obrigatória em Déli e fica muito perto de outros pontos, o que facilita na logística.

O Forte Vermelho
O Forte Vermelho

O forte vermelho, de Nova Déli, tem o mesmo papel que todo o forte tinha: Proteger a cidade e seus principais representantes (reis, rainhas e pessoas desse gênero). Todo o forte é como se fosse uma mini cidade dentro, possui diversas estruturas internas diferentes… Espaço para morar, orar, passear, descansar e discutir política.

As estruturas internas dos fortes indianos são muito bonitos, alguns deles chegam a parecer uma mini cidade, incluindo praças e tudo mais. Vocês verão ao decorrer que eu vá falar dos outros.

Pequena parede... Note que esse espaço na base do muro, era cheio de água, muitas vezes cheias de crocodilos e outros animais perigosos.
Pequena parede… Note que esse espaço na base do muro, era cheio de água, muitas vezes cheias de crocodilos e outros animais perigosos.

Uma característica importante de grande parte dos fortes é que para você entrar realmente dentro dele, existem diversos portões em entradas geralmente pequenas, ou seja, para conseguir acessar a parte principal dele contra a vontade de quem tá dentro, seria necessário uma guerra mesmo. Isso é meio óbvio para quem pensa em fortes, mas não custava nada relembrar. Né?

O portão de entrada principal, do forte.
O portão de entrada principal, do forte.
O primeiro jardim e a estrutura utilizada pelo rei para reuniões com seu conselheiros e também para atender a pedidos da população.
O primeiro jardim e a estrutura utilizada pelo rei para reuniões com seu conselheiros e também para atender a pedidos da população, chamada de Diwan-I-Am
Nesta área, o rei recebia seu conselho e atendia a pedidos da população em geral. Lá no meio, pode-se ver onde o rei sentava, com seu trono todo detalhado com diversos tipos de pedra.
Nesta área (Diwam-I-Am), o rei recebia seu conselho e atendia a pedidos da população em geral. Lá no meio, pode-se ver onde o rei sentava, com seu trono todo detalhado com diversos tipos de pedra.
Praças internas. Essas praças são incrivelmente lindas e compostas por estruturas de marmore e pedra vermelha, que juntava águas da chuva e criavam canais de água por todo o forte.
Praças internas (Hayat Bakhsh)

A Praça Hayat Bakhsh é uma praça em homenagem aos 2 meses de chuva do calendário Hindu. Ela possui dois pavilhões de mármore, um em cada extremo da praça e cada um recebe o nome de um dos meses de chuva (Sawan e Bhadon). Entre os 2 pavilhões existe uma série de canais que acumulam água da chuva, deixando a praça toda cheia de água na época das chuvas. A estrutura central (em pedra vermelha) estava em reforma, e em volta dela, fica um grande lago central da praça.

Além disso, outras estruturas feitas em mármore branco e detalhadas com pedras preciosas preenchem o ambiente. Note o detalhe dos pilares.
Além disso, outras estruturas feitas em mármore branco e detalhadas com pedras preciosas preenchem o ambiente. Note o detalhe dos pilares. Nomes: Divan-I-Khas e ao fundo Khas Mahal

Uma das coisas muito interessantes que notei andando pelo Red Fort é que o governo se preocupa muito com seus monumentos históricos e pontos turísticos, então muitas partes estão em reformas para tentar trazer a vida de volta a essas estruturas lindíssimas que hoje estão um pouco escondidas na sujeira e pelo maus tratos do tempo. Uma coisa legal, é que andando por lá tu vê artesões produzindo novas peças que serão usadas para substituir antigas quebradas devido ao tempo ou mal uso.

Artesãos trabalhando em novas peças que irão ser repostas no Red Fort.
Artesãos trabalhando em novas peças que irão ser repostas no Red Fort.

Acho que deu por hoje né? No próximo post falarei dos outros pontos de Déli, e depois vamos viajar pelas outras cidades da Índia.

Até a próxima.

Tiago

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