Beijing – China

E ai minha gente. Firme e forte?

Pois então, hoje resolvi escrever sobre uma aventura um pouco diferente das outras, resolvi mudar o continente da viagem (já que apesar de eu escrever sobre coisas randômicas aqui, esse blog tá mais para um blog de viagens do que para qualquer outra coisa)! Asia foi o continente escolhido! 🙂

Quem me conhece sabe que eu sempre tive vontade de ir para lá… Isso começou desde que um grande amigo meu (Mr. Bruno Guazina) inventou de morar no Japão durante um período da vida dele. Depois que ele voltou, as histórias, as fotos e tudo que ele me falou sobre aquele lugar, me fez ter certeza que eu queria ir para lá um dia. Preciso dizer que para uma pessoa Geek como eu, que adora tecnologia, ir para lá seria um deleite pros olhos, né? ehehe

Meus planos de ir para o Japão em si não deram certo, graças a possível dificuldade de visto, mas aí me apareceu a tal de China. E é tudo a mesma coisa, né? ahahahaa (TO BRINCANDO!!! Apesar de eu saber que muito ocidental realmente pensa assim…).

Então, junto a minha vontade de ir por aqueles cantos do mundo, tem uma amiga demente tipo eu (Né, Renata Moraes?), que resolveu uns tempos atras dar a volta ao mundo. Apesar de ser uma volta ao mundo, parece que ela tá dando uma volta pela Asia, de tanto país que visitou por aquela redondeza.. ehhehe Então, fechou que no período das minhas férias, ela ia estar pela região e tava interessada em visitar a China. Porém, ela tinha o MESMO pré-requisito que eu para ir para lá: Não viajar sozinho.

O motivo é meio óbvio, né? Ir sozinho para um país onde tu não consegue nem ler o que está escrito nas placas? Onde o inglês é pouco difundido? É melhor ir com alguem pra garantir que a possibilidade de se ferrar no caminho se torne algo, pelo menos, divertido. Uma coisa importante, nenhum de nós estava com tempo para planejar a viagem (ela pelo clima de mochileira e eu pela quantidade de trabalho antes de sair). Então ir sem planejamento para China parecia mais doido ainda.

Mas então, unindo a fome (eu) com a vontade de comer (Renata, já que ela sempre com fome) e a gente resolveu o problema. Marcamos de nos encontrar em Beijing e depois embarcar para Hong Kong e Macau juntos.

Quando eu voltei de viagem, eu tinha achado que não ia ter muito o que contar ou mostrar (de verdade, não havia gostado das fotos que eu tinha tirado nos 3 países), mas depois de analisar as fotos, cheguei a conclusão que tinha sim. Dedici que é melhor separar a viagem em 2 posts:

1) China (hoje)

2) Hong Kong e Macau (algum dia posterior a esse ehehe)

Então vamos lá… China.

Poxa, eu sempre apresento os países aqui no blog, mas eu realmente preciso apresentar a CHINA, meu deus do céu? Mas em todos os casos, lá vai…

Mapa da China

República Popular da China (RPC) (chinês simplificado: 中华人民共和国; chinês tradicional: 中華人民共和國; pinyinLoudspeaker.svgZhōnghuá Rénmín Gònghéguó (ajuda·info)), também simplesmente conhecida como China, é o maior país da Ásia Oriental e o mais populoso do mundo, com mais de 1,3 bilhão de habitantes, aproximadamente um sétimo da população da Terra. É uma república socialista governada pelo Partido Comunista da China sob um sistema de partido único[3] e tem jurisdição sobre 22 províncias, cinco regiões autônomas (XinjiangMongólia Interior, TibeteNingxia e Guangxi), quatro municípios(PequimTianjinXangai e Chongqing) e duas Regiões Administrativas Especiais com grande autonomia[4] (Hong Kong eMacau). A capital da República Popular da China é Pequim.[5] Wikipedia

Eu quero apenas frisar algumas coisas listadas acima.

1) A China é tão grande quanto o Brasil. E assim como Brasil, as distâncias geram lugares, pessoas, comportamentos e valores completamente diferentes ao redor do país. Apesar de que para alguns isso é meio óbvio, para mim, a diferença ABSURDA entre Beijing e Hong Kong foi um susto. Eu juro que não esperava tanto…

2) Viram aqueles desenho de casinha ali no meio do texto (Vulgo Mandarim?), pois é, e com eles que tu se virar por lá. Não entendeu? Pois é, te acostuma…

3) 1,3 bilhão de pessoas. Repito. 1,3 BILHÃO DE PESSOAS. Nego véio, é CHINÊS PRA TUDO QUE É LADO. É assustador!!!!

Meu destino na China mesmo, foi a capital Pequim (ou Beijing no inglês). Então assim, vamos começar pelo começo.

Beijing é um lugar do car****! Para quem gosta de fazer turismo mesmo, é um excelente lugar para ir. Tem diversas coisas para visitar, todas em geral muito bem conversadas e graças a copa do mundo (mentira, Olimpíadas) que aconteceram a alguns anos atrás (lembra, que o Brasil perdeu?), a adaptação da cidade ao inglês em placas e ambientes públicos tornou mais fácil de se mexer/localizar por lá.

Antes de eu falar/mostrar os pontos turísticos que eu fui lá, vou falar um pouco da experiência de estar lá como um turista ocidental, que não tinha idéia do que ia encontrar lá. Vou listar, por que acho que é mais fácil:

1) ET: Acredite, em Beijing você, ocidental, ainda é meio que um alien. Pessoas ocidentais lá não é tão comum e as pessoas tem curiosidade em te conhecer ou inclusive tirar fotos contigo. Diferente de Hong Kong, a cidade é em uma área fechada e ainda bem forte culturalmente.

2) TURISTAS: Não existe ponto turístico em Beijing que não tenha turistas. Mas entenda uma coisa, os turistas são todos CHINESES. Os Chineses fazem MUITO turismo em seu próprio país, até por que acredito que eles valorizam muito sua cultura e tem muito interesse em conhecer sua própria história. Em Beijing ou perto da cidade tem varias coisas consideradas importantes ou sagradas no país. (OBS: Me foi lembrado algo importante. Não é muito fácil sair da China, o país ainda tem muitas barreiras que dificultam a saída do pessoal. Então tem mais um motivo aí…)

3) DIFERENÇAS CULTURAIS: Eu tenho que admitir que me impressionei como alguns chineses são lá por Beijing. E infelizmente, tenho que dizer que em alguns aspectos foi negativamente. Alguma parte do comportamento do povo bateu de frente com os meus padrões de comportamento e eu estranhei…

3.1) Multidões: Todo o lugar com aglomeração de pessoas é uma confusão. Empurra empurra, desrespeito as filas, desrespeito as pessoas. Eu vi algumas barbaridades em locais turisticos. Gente furando filas na cara dura, gente sendo arrastada (literalmente) pra fora de filas, gente tomando bronca pública e tudo desse gênero.

3.2) Padrões de comportamento: Não sorrir, não fazer questão de lhe ajudar, cuspir no chão, escarrar em qualquer lugar e por aí vai. Isso obviamente é uma percepção totalmente pessoal pela minha cultura de criação, algo que nela não é considerado adequado. Mas, como eu sou o de fora, né?

Um exemplo disso tudo, foi nosso contato com taxistas. Taxistas são engraçados. Eles realmente não sabem NADA de inglês, mesmo trabalhando em aeroportos. Não que eles tenham obrigação de saber (e realmente não tem) mas com certeza auxiliaria no trabalho deles. Mas enfim, né? Para pegar táxi em Beijing, você, turista, tem que estar preparado para/com o seguinte:

3.2.1) Tenha seu endereço em Mandarim. Em inglês ou qualquer outra língua, não vai adiantar para nada. Mais um detalhe, imprima! Não tente copiar, por que pela experiência de alguns amigos, realmente não dá certo.

3.2.2) Se houver pedágios no meio da estrada, eles vão pedir para você pagar. E assim, pedir, significa uivar/murmurar em Chinês de uma forma alta, barulhenta, que parece que ele está lhe chingando. Mas na verdade ele apenas quer alguns Yuens para pagar o pedágio.

3.2.3) Aguarde comportamentos relativamente estranhos, do tipo: Abrir a porta enquanto parado em um semáforo para puxar um catarro do fundo da alma e cuspí-lo no chão. Ou mesmo, assoar o nariz na estrada… JURO, você vai rir quando isso acontecer pela primeira vez. ehehhe

3.2.4) Ele pode parar o táxi em algum lugar que não é seu destino e murmurar alguma coisa e sair do Táxi. Obviamente, você vai achar que chegou no seu destino, mas como não consegue confirmar isso com o motorista, você vai ficar perdido. Mas caso você tenha noção do visual do local o qual você estava indo, logo vai concluir que não está no seu destino. Dai, você vai entender, o motorista simplesmente parou o carro para ir no banheiro (público) e dar uma mijadinha básica. Em Beijing tem MUITOS banheiros públicos, todos muito bons e espalhados pela cidade inteira. Juro que acho que tem 1 a cada 2/3 quadras. Um coisa é certa, você só vai se mijar/cagar nas calças lá, se seu descontrole for no level EXTREME, por que banheiro tem aos montes… 😛

Em compensação, tenho que admirar algumas coisas que notei:

1) Os chineses parecem realmente orgulhosos de sua história/país e viajam bastante pelo país para conhecer essas coisas. Eles são os maiores turistas de seu país.

2) Eles conservam muito bem grande parte de seus pontos turísticos, todos parecem que foram pintados semana passada.

3) Eles são curiosos. E pra mim, curiosidade é um dos primeiros passos para inovação, empreendedorismo, etc…

4) MAPA: Graças a deus, a Renata tinha um mapa das duas cidades que a gente foi. É daqueles mapas que tem as áreas principais, com desenho da linha de metro e tudo mais. Sério, descobri que isso, se não é essencial, faz a sua vida ser MUITO melhor viajando. Principalmente para um lugar o qual o alfabeto não é o mesmo que o seu… O que a gente usou lá foi esse aqui: http://www.amazon.com/Groovy-Map-n-Guide-Beijing/dp/9745251364

5) HOTEL/ALIMENTAÇÃO: Enquanto eu estava lá, fiquei um hostel MUITO BOM (http://www.peking.hostel.com/). Além de ser relativamente bem localizado, pois é em uma rua muito movimenta e cheia de locais para turistas ao redor, o hostel era também um café, então era fácil tomar café da manhã e jantar lá. Os quartos são EXCELENTES e o banheiro do quarto que ficamos eram melhor do que até os banheiros de hotéis em Moçambique ehehhe. O restaurante dele é muito bom, e tem um deck aberto no segundo andar, que dá pra jantar ao ar livre, o que é bem bom! 🙂 Além disso, se tu não quiser jantar nele, existem outros DIVERSOS ao redor, na mesma rua (inclusive bizarrises do tipo escorpião/grilo/baratões). Um deles, em especial, recomendo fortemente: “Better travel than Dead”. Serve todo tipo de comida, desde chinesa até italiana. e é um local muito bem humorado em termos de imagem. Olhe as imagens abaixo:

A rua do hostel. Numa manhã bem calma, por que geralmente tá sempre bem movimentada.
O Hostel
A curiosa e bem humorada arte do restaurante “Better travel than dead”. Comprei até uma camisa desse restaurante, de tanto que gostei. Afinal, Better drink than dead, né?
Comendo um nervinho de porco. Comidinha local, né?! Ah, e olha os pauzinho (hashi)… Lá é só assim! E claro, Tsin Tao Beer!!

5) PONTOS TURÍSTICOS: Vou listar então, finalmente, o que eu visitei lá. Uma coisa muito importante antes de começar: Tenha um bom preparo físico para aguentar o turismo em Beijing, pois é tudo MUITO grande e longe. Em geral, acho que caminhamos umas 8 a 10 horas por dia, todos os dias. Sério, minhas pernas doeram como não faziam a anos…

Para facilitar a minha escrita, estou colhendo elas da internet (wikipedia), e depois coloco percepções extras/pessoais…

5.1) Cidade Proibida (Forbidden City)A Cidade Proibida (chinês: 紫禁城; pinyin: zǐ jìn chéng; literalmente “Cidade Proibida Púrpura”), foi o palácio imperial da China desde meados da Dinastia Ming até ao fim da Dinastia Qing. Fica localizada no centro da antiga cidade de Pequim, acolhendo actualmente o “Palácio Museu”. Durante quase cinco séculos serviu como residência do Imperador e do seu pessoal doméstico, sendo o centro cerimonial e político do governo chinês. Wikipedia

Basicamente, a Cidade proibida é um acumulado de prédios. É tudo muito lindo e muito conservado. E claro, muito grande. Foi meu primeiro destino e juro que cansei de caminhar, e ali foi meu primeiro susto em quantidades de Chineses que tinham visitando pontos turísticos e também da desordem e empurra empurra das filas…

Lá dentro, alguns prédios são tipo museu, com artefatos históricos e outros são fechados (principalmente os que tem os tronos do imperador, etc) apenas com vista exterior. Na entrada do parque, tu pode alugar audio-guides, que a medida que tu vai andando, ele vai te contando a história da cidade, para que servia cada prédio e tudo mais. Vale a pena alugar.

Portão de saída da Cidade Proibida
Entrada da Cidade Proibida
De frente a entrada. A fotinho do Mao Tse-Tung no comando da história!
Pessoas, MUITAS PESSOAS. Chineses.
O portão principal, já interno, da cidade proibida. Eu e a Renata.
Na cultura da China, os animais tem uma importância muito grande nos monumentos, eles basicamente protegiam os ambientes e dependendo do número de animais ao redor, indicavam a importância do local. Essa é estatua feita de bronze.
Cidade Proibida. Prédios e seus protetores.
Pedra de Marmore. Esse era o caminho que o Rei usava. Essa pedra é enorme, é uma peça única de em torno de 20 metro de comprimento. Dizem que para levar ela até a cidade proibida, era necessário esperar o período de neve, para poder deslizar ela pela áreas congeladas. Incrível, né?
Foto ao estilo chinês.
Lembram a questão dos aniamis? Quanto mais na construção, mais importante ela é! Essa foi uma das que eu mais vi animais desenhados/esculpidos. Acho que era o salão da paz imperial ou algo do gênero.
O que quer dizer? Veja bem…
O trono do rei.
O teto de um dos locais. Lindo, né? Presta atenção no meio da imagem…. É um dragão olhando para baixo.
Panorâmica da cidade proibida. Não tive tempo de ajustar, então não dê bola para as pessoas, pq tem até um chinês cortado ali! 😛 Olhem a paisagem!!! Clique para aumentar!

5.2) Parque Jingsham (Jingsham Park): É um parque que fica exatamente atrás da Cidade Proibida e dá para ter uma vista panorâmica da cidade e também da própria Cidade Proibida. Vale pelo visual!

Cidade proibida vista do Parque Jingsham
Um dos mini templos parque. Fica bem no topo do parque e é de onde dá para ver a cidade. Existe outra (a qual eu tirei a foto anterior) que tem um grande Buda dentro, mas era proibido de tirar foto.
Preste atenção nos detalhes das pinturas. É muito legal, né?
Jump!

5.3) A Grande Muralha (The Great Wall): Precisa falar algo sobre a Grande Muralha. Minha opinião sobre ela: DUVIDO que algum local turístico supere a beleza e grandeza da Grande Muralha. Simplesmente este foi o lugar mais espetacular que eu já fui na vida.

Entender como algo tão grandioso (21000km) foi construído em locais tão remotos, é algo sem noção. Existem varios lugares que tu pode ir, pois ela é imensa. Quanto mais longe tu for, menos pessoas vai encontrar. A nossa viagem foi de 2 horas, e mesmo assim tava lotado de gente.

Conselho: Prepare seu físico, eu caminhei por algo em torno de 2,5km de muralha, e simplesmente fiquei acabado. No final, estava com as pernas tremendo. eheh Mas vale DEMAIS a pena.

A Grande muralha
Esse lugar é impressionante.
Com o meu Grêmio.
A grande muralha.
Missão cumprida. Essa bandeira era de uma senhora, que ficava no ponto mais alto da Muralha, e quando tu chegava lá ela te oferecia a bandeira (sem cobrar nada) para tu tirar uma foto! 😀 Claro, depois tu comprava uma água dela… 😛
Acreditem. Logo que cheguei na muralha, encontrei um gremista lá. E ACREDITEM DE NOVO, ele tava com moçambicanos. Tem como ter sido mais coincidência??!?! Inclusive um deles era de Tete, onde eu moro! MUNDO ERVILHA.
Panorâmica. Clique para ampliar.

5.4) O Ninho do Passáro (Estádio): É o estádio famoso da copa. Sinceramente, nada demais. É bonito de ver de fora, mas é só isso… Não cheguei a entrar nele, e dei azar de pegar o lugar com chuva.

O Ninho do Passaro
Casais que conhecemos durante o tour para a muralha. Ghadi e Elisabeth e Scott e Alisha (o qual nos acompanharam por mais diversos lugares. em Beijing)

5.5) Mercado da Seda (Silk Market): Esse mercado é basicamente um shopping com tudo que tu imaginar. TUDO PIRATA. É um prédio de 7 andares onde cada andar tem um tipo de produto, desde artesanatos até eletrônicos. Porém não se engane, quase tudo é falso.

Muito importante nesse local. Eles são tipo os vendedores moçambicanos… Eles querem mesmo é NEGOCIAR. Qualquer, absolutamente qualquer, valor que você receber por um produto, negocie. Em geral, por menos da metade do preço. Acho que 25% do valor dado inicialmente, é um preço bom pelo produto. Nem sei qual é o produto que tu quer, mas tenho certeza que não vale o preço que o cara te deu!

Não tem fotos para por desse lugar não… eheheh

5.6) Mercado Fantasma (Ghost Market): Esse lugar na verdade é uma rua cheia de restaurantes. Tu pode comer o que tu quiser lá… Sabe aquelas comidas famosas e “diferentes” da China? Cobra, Lagosta, Baratão, Pato, Cachorro? Pois é, lá provavelmente vai ser o lugar que tu vai achar essas coisas para comer. E foi lá que eu comi o famoso “Pato a la china”.

Comer pato é muito interessante. Ele é assado inteiro e trazido para você na mesa. Quando você pensa que vai sair cortando o pato tipo como se faz com um peru/galinha, o garçom explica para você como você deve comer. Você come ele na verdade em trouxinhas, com legumes e alguns tempeiros. É muito gostoso e é uma experiência altamente recomendada para qualquer turista por lá.

Fomos lá jantar com um casal de Canadenses (Scott and Alisha) que conhecemos por lá e foi muito divertido. O casal estava na China fazendo turismo e tinham ido trabalhar voluntariamente numa fazenda de criação pandas em uma montanha. Voluntariar com Pandas? Demais, né?

Última coisa, queria frisar algo muito importante e que deve ser valorizado. O restaurante o qual eu comi o pato se chama “Hua Jia Court Yard” e foi o melhor restaurante que fui em toda a China. Especialmente pelo atendimento incrivelmente dedicado da garçonete que nos atendeu. Tinha um inglês maravilhoso e foi atenciosa de uma maneira que nem no Brasil eu já recebi.

As famosas lanternas iluminando a frente dos restaurantes no Ghost Market.
O cozinheiro cortando o nosso pato.
Tudo servido e pronto para comer. No centro, é as partes nobres do pato, que foram cortadas pelo cozinheiro na nossa frente. O resto, é os acompanhamentos que tu usa para comer junto! Uma delícia!
Nos acompanharam na janta Scott e Alisha que, inclusive, estavam fazendo aniversário de namoro… ehheeh Um cara romântico o Scott, heim? Leva a namorada para comer um PATO. Quack! 😛

5.7) Praça de Tian’anman (Tian’anman Square): A Praça de Tian’anmen (chinês simplificado: 天安门广场, chinês tradicional: 天安門廣場, pinyin: Tiān’ānmén Guǎngchǎng, Porta da Paz Celestial), em Pequim, foi construída e idealizada dentro do plano urbanístico da capital realizado depois de 1949, sendo o símbolo da Nova China. Com sua construção se pretendeu criar uma grande esplanada na qual se desenvolveram massivos atos de adesão política, cuja tradição foi inexistente na China, ao estilo dos que se realizavam na Praça Vermelha de Moscou na União Soviética.

A praça Tian’anmen é segunda maior praça do mundo, com 880 metros de norte a sul e 500 metros de leste a oeste, com uma área total de 440.000 metros quadrados. Wikipedia

Essa é a famosa praça onde aconteceram muita revoluções na China e ela é muito famosa por causa desta foto:

O Rebelde Desconhecido – Protesto de 1989 na Praça da Paz Celestial

A história dessa foto é muito bonita e pode ser lida AQUI! e AQUI!

A praça é enorme é um dos principais pontos turísticos de Beijing. Ela fica exatamente na frente da Cidade Proibida e é nela que se encontram o Maosoléu do Mao Tsé-Tung, ex-presidente da China e também o Zhengyangmen Tower. Maosoléu é um templo grandioso onde está exposto o corpo do ex-presidente. E o Zhengyangmen Tower é um prédio ao sul da praça, de frente ao Maosoléu e do Monumento dos Heróis.

Eu não cheguei a entrar no Maosoléu, pois só dava para entrar sem nenhuma mochila ou câmeras, e então a Renata foi (em uma fila Kilométrica) e eu fiquei na praça esperando. Fiquei sentadão no chão observando as pessoas (fazendo o famoso People Watching) e sendo meio que um ponto turístico. Lá foi onde em me senti um astro! Pessoas pediam para tirar foto comigo! ahahhaha É nessas horas que tu nota que Beijing ainda não é tão acostumada com os ocidentais.

Maosoléu do Mao Tsé-Tung e o Monumento dos Hérois
Monumento dos heróis
Zhengyangmen Tower, estrutura que fica exatamente na frente da saída do Maosoléu
Foi isso que eu mais fiz na Tian’anamen Square… Sentadão no sol pegando um bronze! aahhah (Mentira, estava esperando a Renata sair do Maosoléu, enquanto isso, fiquei tirando as fotos abaixo…
Chineses e o patriotismo que eu falei pra vocês.
Família. Os piá lá usam uns corte de cabelo que eu vou te contar, viu?
Eu servindo de ponto turístico! ahhhaah Essa meninas estavam caminhando e me abordaram fazendo mímica indicando que queriam tirar uma foto comigo. Dai depois de tirar uma foto com cada uma, eu fiz o inverso, agora vamos tirar uma foto dos 3! E saiu isso… Detalhe para a mãozinha das duas (Chinese photo style).
Lembram quando eu falei da quantidade de pessoas e das filas? Olha, essa imagem representa mais ou menos 1/3 do que é a fila para entrar no Maoseléu. Viu?
Jardins da Tian’anman Square. Atrás, é o prédio do Museu Nacional da China.

5.7) Palácio de Verão (Summer Palace): Esse foi um dos meus últimos destinos enquanto estava lá. Logo que chegamos no Summer Palace, entramos pelos fundos. Prédios, e mais prédios. Sinceramente, eu tava começando a ficar cansado de tantos prédios ao estilo chinês, tava começando a parecer tudo igual… eheheh Mas foi ai que eu me surpreendi com essa vista.

Vista da entrada traseira (ui) do palácio de verão. Foda, né?

Esse foi um lugar diferente da viagem. Grande, como tudo na China, o Palácio de Verão era tipo um reduto de férias e descanso dos antigos comandantes da Nação. Ele tem um lago gigante (que congela INTEIRO no inverno) e tudo fica meio em volta dele. Foi ai que decidimos levar uma comida, sentar na beira do lago e fazer um mini piquinique. Ficamos deitadão, ouvindo música e literalmente dormimos no meio do parque. ahahahha É um lugar bem interessante de visitar, por ser algo diferente. Cada monumento tem uma história lá dentro, mas como vocês podem notar, não estou focando muito em explicar demais a história das coisas, até por que não tive tempo de pesquisar sobre eles antes de ir… ehehhe. Bora para as imagens:

Vista da Colina da Longevidade, da Torre do Incenso Budista e do Barco de Mármore (estrutura branca a esquerda)
A Ponte dos 17 arcos
O “Barco” que na verdade é uma casa de chás. E claro, feito de concreto. Todos os barcos da estrutura do Summer Palace não são feitos para navegar, e sim para demonstrar uma estrutura forte, que não afundaria. Nisso eles queriam representar a solidez e resistência das dinastias.
Os canais que tem dentro o parque. O interessante dos canais é que o pessoa fica pescando, enquanto outras pessoas (em geral idosos) ficam nadando tranquilamente de um lado para o outro.
Belo lugar para descansar, né?

5.8) Templo dos Lamas (Yong he gong): O que falar sobre um templo budista. É  um templo budista. Pessoas vão lá para rezar, agradecer e fazer pedidos. O templo é um complexo de varios prédios onde existem diversos budas dentro e onde as pessoas podem pegar incensos e fazer/pedidos suas oferendas.

Apesar de não entender muito (nada, na verdade) de budismo, o templo é de budismo tibetano, e pelo o que o Scott (o Canadense) me contou que ele é meio renegado no país, pois lá é valorizado outro tipo de budismo (Chinês).

Mas é um lugar muito bonito e muito calmo. É bom ir em lugares como este quando tu esta em um lugar como Beijing, onde tudo é meio frenético.

Eu, Renata, Alisha e Scott no jardim de entrada do Templo
Um dos prédio do templo (o maior deles, na verdade e onde está o Giant Budah).
Um buda.
Varios Budas.
Um budão ou Giant Budah. Sério, esse é gigante e é considerado um dos maiores do mundo. Compare com as pessoas que estão na foto para entender o tamanho.
China e suas cores. Olhem os animais na estrutura…
Mais um figura.

Além de todos esse lugares, eu não podia deixar de falar da minha aventura comendo comidas locais…. Vamos dizer que foi no mínimo divertido…

Nham!! 😀 Comidas doidas para se provar por lá… 🙂
Óbvio que eu experimentei o escorpião. Acreditem, é gostoso. Parece um peixinho frito.

Então, acho que bati meu recorde de post mais longo, né? É para vocês verem como Beijing tem coisas para fazer. Uma coisa importante, eu fui em um período de muito calor e chuvas, mas acabei tendo sorte e peguei chuva em apenas um dos dias, durante a noite ainda, o que não atrapalhou em nada. Eu realmente imagino que no período de inverno, deve ser uma experiência bem diferente, já que a temperatura vai para algo em torno de -20 graus, enquanto no verão chega a uns 35 (mas muito abafado). Eu basicamente chegava em casa todos os dias ensopado!

Bom, seguimos a história no post sobre Hong Kong, que se Deus quiser, não deve demorar a sair.

Abração!

Tiago

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11 comentários sobre “Beijing – China

  1. Cara, que relato bacana.
    Vou ter que ir pra China no futuro.
    Grandes fotos. To treinando aqui, mas a qualidade é inferior. Hehe.

    Grande abraço.
    Bruno

  2. Oii, Adorei o relato! Queria saber se é tranquilo andar em Beijing sozinha…estou pensando em passar uns 10 dias la, são suficientes ou too much??

  3. Já tinha seu post, óbvio, mas agora que parei para escrever minha versão, li de novo e revivi tudo!! Que viagem, né? Que bom que tu conseguiu registrar com tantos detalhes para podermos lembrar!! ;o*

  4. Gostei muito do seu blog. Qual a época do ano que vc foi? Estou programando ir a China em setembro de 2014. Começando por Hong Kong porque tem um voo bem bacana de preço pela Britsh airways ( e posso ficar dois dias em Londres….). Gostaria de algumas dicas.Por ex. Conhecer as ilhas em torno de Hong Kong é interessante? Vale a pena ir de trem de hong kong para Pequim? Ou é melhor ir de avião?

    1. Rosangela, desculpe a demora para responder. ENtão, eu fui em Agosto/2012. Olha, eu duvido que eu tenha mais dicas a dar sobre o que conhecer do que eu escrevi aqui. Praticamente tá a experiência como um todo. Mas em resumo, com certeza vale a pena a viagem.

    2. Rosangela, desculpe a demora! Eu escrevi outros 2 posts falando de Hong Kong e de Macau, lá expresso minha opinião sobre cada um dos lugares. De beijing até Hong Kong o ideal é de avião, já de Hong Kong a Macau ir de barco é tranquilo! 🙂

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